quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Azar no jogo, sorte no amor?




Outrora noutra vida não tão distante, eu fui um cassino. Sim, um cassino.
Nele como regra, apostava-se no mínimo todas as suas fichas e de garantia entregava-se as roupas do corpo e nu, sem alma por fim, apostava-se o coração.
É, eu fui um cassino daqueles cheios de brilho e sorriso grande, convidativo: "Seja Bem Vindo".
Cassino poderoso no qual jogos de amor eram a atração da casa.
E como todo bom cassino capitalista -que a redundância fale por mim- o visitante sempre tinha as primeiras vitórias, pois assim é a lógica.
Pois é, noutra vida fui um cassino.
E nesta manhã,
Nasce apenas um mero apostador, parado de frente a um sorriso viciante.
Um mero aposentado coração
Cheio de fichas na mão.

Maldito capitalismo.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Reflexos de reflexões




Quero rir contigo
O meu melhor Bom dia.
Verás nos meus traços de poeta contido,
A coincidente linha de expressão da vida.

Na corda bamba o bailarino anda.
Seus pés refletem o pódio.
Mas no destino ninguém comanda.
O Bailarino está num abismo entre o amor e o ódio.

Sentada o vejo da segunda fileira, primeira cadeira.
Vejo meus traços traçados por passos,
E ao redor, olhos atentos a espera de um bom final.

Irônico desejo de suas próprias rotinas.
Entre o pés e a corda, digitais.
Entre olhos e passos, um pin-go.

Aplausos saudados!
Risos provocados por nervos.
Prazer, sou artista, vivo entre seu riso e meu vício.

Entre o contigo e o contido.
Vivo entre,
(amanhece)

Um ponto.

[Reflexos de reflexões para todos os artistas

Que fazem da sua própria vida um palco.
De cada palco, um salto.
De uma noite, um Bom dia para os morcegos com insônia.
Pois eles imaginam o dia, como os poetas, o amor.
Coordenadas simples da natureza.]

domingo, 26 de dezembro de 2010

Falemos um pouco de amor..

Caro latifúndio,

Como controlar o que nem mesmo se sabe da onde veio nem porque chegou?
Paixão mal educada, entrou sem pedir licença.
Entrou avisando que talvez não seja mais uma.
Entrou sem me pedir e já construiu seu latifúndio caro em um coração barato, fácil.
Quando as coisas tornaram-se tão complicadas?
Quando as intenções tornaram-se claras e me deixaram vulnerável?
Talvez passe tão rápido como veio.
Talvez fique tão eterna como quando a esperava.
Esperas podem até durar um minuto para quem está a centímetros de distância,
Mas o querer é tão grande que relativisa qualquer vontade.
Como é louco apaixonar-se! Como é clichê! Como está na moda!
Mas não me importa nada agora.
Me faz feliz pensar que amanhã irei esperar quem sabe acordares.
Intrigante contar as milhares palavras que escrevo e compará-las com o tempo que imagino nosso plural.
Se equivalessem, este sentimento não seria real, tornarse-ia pequeno demais,ou jaz,teria me enlouquecido.
Mas não. Ele está na medida certa da paixão. Qual a medida? Se pudesses me ver agora saberia..
Porém ainda não sabes.
A minha paixão é muda, a canto enquanto o violão esboça amores alheios.
Mas estamos mais atentos aos outros.
A sinfonia se cala e aguarda os acordes perfeitos do seu beijo..


quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Dificuldade para título. Simplesmente um título,por si só.


Penso ás vezes,quando estiver bem velhinha,será que ainda haverá espaço para coisas novas? Para amores e paixões? Não sei. Seria equívoco meu prever. Porém, meu espírito sempre almeja mais e mais conhecimento e verdade. Não canso. Meus olhos clamam.
Dentre tudo isso,acredito que tudo seja renovável. A vida sempre muda, mesmo que nos pequenos detalhes, principalmente nos pequenos detalhes, são os que dão sentido ao nosso quebra-cabeça da rotina.
Pela vida vou seguindo,não apenas andando e relatando,mas construindo pontes, fazendo história, não de maneira grandiosa, para mim a história está no meu lápis, ele é minha memória.
Então, de que vale passar pela vida se não fizeres o que gosta? E o que você gosta vem de suas singularidades, do seu íntimo. Portanto se não fores a busca de si mesmo e das suas convicções mais autênticas, o que lhe sobrará? Não serás teu.
Deposito sempre nas pessoas a minha confiança pelo bom. Acredito que dentre tantos problemas e razões, o amor e a paz fazem a diferença, sentimentos que são legítimos e autênticos a todos nós, e podem ser plantados,regados e colhidos com fartura.
Acredito no amor. Sim! Acredito. Não conheci sua fórmula, e muito menos sei como é que se diz eu te amo. Mas eu amo,cada dia que chega,cada noite que fala. Cada olhar puro que diz tudo. Eu amo, e é uma sensação tão boa e renovante que hei de amar a todo instante.

Imagem de Anna Anjos. Grande artista plástica.

sábado, 23 de outubro de 2010

Eu não.



Há aqueles que vistam o peito de um número ou nome,
Daqueles que dizem vestir-se das vontades do povo.
Eu? Eu não.
Eu visto o peito dos meu ideais,estes ninguém pode tirar, jamais!
Estes quais vou seguir e conseguir!
Mudar é preciso. Lutar inevitável.
Mas que façamos isso, sem depender desses omissos.


Um pouco mais de consciência. Gentileza Gera Gentileza.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Minha leiga homenagem ao som que todo dia embala minha rotina e alegra a minha vida!


Vem pro samba rapaz.

O samba foi escolha da alma.
Pois quando a cuíca ruge,
Meu coração salta.
Meus pés formigam,
E assim vão me arrastando para a avenida.
Posso sentir cada dedo,cada peso do enredo.
O samba é puro,tem muito do povo.
Tem a expressão mais viva.
Ele respira.
Sou capaz de pegar a melodia,ela agora está em minhas mãos.
Ouça só o bater das minhas palmas.
Sinta as raízes,elas estão ficandas no samba dos meus pés.
Eu sou o fruto.
Da semente pregada em cada quintal de domingo.
Dos becos de cada esquina.
Da cerveja gelada acompanhada da mulata.
De cada som que ruge e ecoa na avenida.
O samba é a trilha.
O samba foi o enredo escolhido por mim.
E você,o que faz sentado?
Vem pro samba rapaz,ele é bom demais.


Pé do meu samba - Caetano Veloso

Dez na maneira e no tom
Voce é o cheiro bom
Da madeira do meu violão
Voce é a festa da Penha,
A feira de São Cristóvão,
É a Pedra do Sal
Você é a Intrépida Trupe
A Lona de Guadalupe
Você é o Leme e o Pontal

Nunca me deixa na mão
Voce é a cancão que consigo
Escrever afinal
Voce é o Buraco Quente
A Casa da Mãe Joana
É a Vila Isabel,
Voce é o Largo do Estácio,
Curva de Copacabana
Tudo que o Rio me deu!!

Pé do meu samba
Chão do meu terreiro
Mão do meu carinho
Glória em meu Outeiro
Tudo para o coração
De um brasileiro

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Uma idéia durante o programa eleitoral.





Ironia da realidade. O sarcástico cidadão dignidade.

A realidade está longe da igualdade .
Inúmeras promessas, poucas verdades.
A solução?
Maquiemos a cidade.

Ela está velha,precisa de uns retoques.
Quem sabe um botox de hipocrisia
e uma puxada nos pés de galinha.
Mas puxe! Puxe mesmo,até tampar os olhos
e não ver mais nada que somente a si.

Maquiemos a cidade.
Já cansada,na mala,café.

A cidade aposentada dos seus sonhos,
pouco ganha e muito trabalha.
A cidade dessa gente sofrida,
nenhuma medida.
A cidade na NOSSA gente sofrida,
só gasta saliva.

Porém,maquiemos agora também a nós.
Adoro cara de palhaço,
combinaria muito bem no meu porta retrato.